Futebol Filosófico
O bom atacante sabe onde estar.

Lúcio rechaça (Foto: AFP)
Pro Brasil, falta agora a final contra os EUA. Já que o que aconteceu e como aconteceu não importa mais. O Dunga vai ter que contar com gols do além, como o de Dani Alves ontem, pra pensar em ganha uma Copa do Mundo. Até mesmo pra ganhar a Copa das Confederações. Com o que jogou diante da África do Sul, esperar muito desse time é pura ilusão.
Aliás, é fácil jogar contra o Brasil. Só aqueles muito ingênuos, acham que se partirem pra cima do Brasil, conseguirão algo. A Bolívia deu uma aula no Estádio João Havelange (isso mesmo, Engenhão é muita babaquice). A seleção boliviana esperou a brasileira e saiu com o 0 a 0. Nas olimpíadas, o Argentina fez igual, e como tinham jogadores letais no contra-ataque (Riquelme, Messi, Agüero), o selecionado de Dunga padeceu. Basta esperar o time do Brasil que nada acontece.

Capitão e estrela do Estudiante, Verón cai (Foto: Reuters)
Como dito no outro post, o que se espera de um time que chega às semi-finais de uma competição como a Libertadores, é exatamente o que se viu nesse jogo entre argentinos e uruguaios. É bem verdade, que esse ritmo de jogo é imposto justamente por eles (argentinos e uruguaios), que juntos dominam majoritariamente as competições sul-americanas. Mas no entanto, ver um Verón é um grande prazer. Infelizmente saiu contundido no intervalo, mas os 45 min que jogou, mostrou por quê é Verón. Filho de la Bruja, tri campeão da Libertadores com o mesmo Estudiantes no final da década de 60 e início da de 70, o filho, la Brujita, está muito próximo de alcançar a magnitude dos feitos do pai.

D’Alessandro disputa a bola com o outro argentino Araújo (Foto: vipcomm)
O Inter tinha tudo pra se reanimar, mas D’Alessandro sozinho, que voltava de contusão não foi capaz de suprir as ausências de Nilmar e Kléber, que foram inultimente convocados para a seleção brasileira pra disputa da Copa das Confederações.
O Inter que venceu a Recopa em 2007, desta vez parace que vai ser vice. O pior é que será pra decadente LDU, que depois da conquista da Libertadores de 2008, além de desmanchar uma parte do elenco, vem descendo ladeira abaixo. Foi eliminada da Copa Sul-Americana pelos reservas do Boca, e nesse ano, ficou apenas na fase de grupos da Libertadores.
O mais lamentável é o péssimo nível de jogo, de mabos os times. Não parecem ser os campeões das principais competição da américa austral. Foi difícil assisti-lo.

Por Keridão
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Kléber dribla Tcheco (foto: agência)
Na outra chave em cambio, se vê um pouco mais de estilo copeiro. Não pela história, por que há de ter em conta que tanto o Estudiantes, quanto o Nacional há muito tempo que não chegavam tão longe na Copa.
Talvez do lado do Cruzeiro, o Sorín puedesse sê-lo. Mas é só “se“. No entanto, nenhum referente do lado do Cruzeiro. Mas e o Kléber? Não é mal jogador, mas está longe de ser quem ele acha que é. E muito mais longe do valente que crê ser.
Na outra partida das semi-finais se verá um Verón, só isso. Mas e do lado do Nacional? É verdade, não há nada. Mas há espírito de libertadores quando se vê o time uruguaio jogar. O Palmeiras que o diga. O mesmo servia pro Defensor Sporting, que eliminou o Boca na oitavas de final.
Os jogadores e técnicos brasileiros tendem a confundir esse espírito de luta, típico e inalienável da libertadores, com violência ou simulações. Acusam os argentinos, uruguaios, paraguaios ou chilenos de catimbeiros, e quando têm o resultado favorável fazem igual ou pior.
No início do jogo entre Cruzeiro e Grêmio, se viu várias tentativas de simulação, mas espírito guerreiro, nada. Era impressionante a complacência gremista, que como bom cisplatino que é, não deveria estar.
Mas enfim, apenas 90 minutos foram jogados. Agora resta ver o que vai ser do outro duelo.
Por Keridão